BUSQUE O ALTO!
ANJO BARRO
ANTÔNIO JO BARBOSA RODRIGUES
Eu tirei esta foto no estacionamento do Barra Shopping. Não me perguntem como esta árvore cresceu torta assim. Na época, achei curiosa e resolvi registrar. Agora, coloquei-a como "símbolo" neste blog pelo que ela representa para mim.
Provavelmente, esta árvore passou por dificuldades para crescer neste "caminho torto", mas ela sobreviveu e continua a buscar sempre o alto. Vejo que somos assim também: Nem sempre conseguimos andar pelo caminho reto rumo ao alto, pois somos seres humanos, cheios de incoerências e limites, mas Deus vê a nossa luta em chegar ao alto. Isto é a santidade: não desistir de chegar ao céu. Neste caminho, às vezes caímos, trilhamos caminhos "tortos", mas se nos levantamos e não desistimos de alinhar de novo, estamos rumo ao alto.
Este site tem como objetivo crescermos juntos e, sem suas opiniões e comentários, isto não será possível! Portanto, leia os tópicos, participe comentando!

Nosso trato neste "blog de crescimento" é o seguinte: Me reservo apenas no direito de apagar os comentários que eu considerar ofensivos, contrários à lei e/ou que usarem expressões ou palavras de baixo calão. Trato feito, vamos em frente... ou melhor, para o alto!!!
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Arte - Instrumento de Evangelização

A arte, como expressão dos mais profundos sentimentos humanos, possui em sua essência a poderosa propriedade de conseguir penetrar os corações humanos, pois torna-se linguagem de coração para coração. E aqui falo sobre as mais variadas expressões de arte: poesia, música, teatro, pintura...

Infelizmente, a arte tem sido muito usada para levar mensagens não muito construtivas ou até mesmo destrutivas. Mas, em si mesma, ela não é moralmente má ou boa - é um instrumento, ou seja, o efeito depende de quem a utilizará.

Sendo expressão dos sentimentos e da inteligência humana, podemos dizer que é também uma capacidade que nos assemelha a Deus, o grande e maravilhoso artista "criador do céu e da terra".

Portanto, creio muito no poder da Evangelização pela arte porque consegue penetrar até os corações mais endurecidos e, como um veículo, leva a mensagem da salvação até este "local" das decisões humanas.

Eu vi esta encenação pela primeira vez na Vigília de Pentecostes da Paróquia Divino Salvador, na qual participo. Achei fantástica!! Não sou muito de me emocionar, mas essa peça realmente me comoveu bastante.

Graças a Magaly do Grupo de Oração da Paróquia que postou este vídeo no Orkut, consegui colocá-lo também aqui no meu Blog. Parece que foi apresentado no EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo). Desde já, se alguém do grupo que participou desta empreitada ler esta postagem, receba os meus sinceros parabéns!!

O nome no Youtube é "Lifehouse - Everything (Paróquia Divino Salvador - RJ)" pois "Everything" é o nome da música. Segue o vídeo e, logo após, a letra original da música e a tradução.

VÍDEO DA ENCENAÇÃO



ÁUDIO DA MÚSICA "EVERYTHING"



LETRA E TRADUÇÃO

(fonte - http://letras.terra.com.br/lifehouse/22814/traducao.html)

Everything

Find me here,
And speak to me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me to the place
Where I'll find peace... Again

You are the strength
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

You calm the storms
And you give me rest
You hold me in your hands
You won't let me fall
You steal my heart
And you take my breath away
Would you take me in
Take me deeper, now

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

Cause you're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
Everything, everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this
Would you tell me how could it be
any better than this

Tudo (Everything)

Me encontre aqui,
e fale comigo
Eu quero te sentir
Eu preciso te ouvir
Você é a luz
que está me guiando para o lugar
onde encontrarei paz... novamente

Você é a força
que me faz andar
Você é a esperança
que me faz confiar
Você é a vida
pra minha alma
Você é meu propósito
Você é tudo

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

Você acalma as tempestades
E você me dá repouso
Você me segura em suas mãos
Você não vai me deixar cair
Você roubou meu coração
E me deixou sem fôlego
Você vai me receber?
Vai me atrair mais ainda?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

Pois você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Arsenal de Infantilidades - Pe. Fábio de Melo

Esta pregação do Padre Fábio de Melo faz uma ligação interessante entre Gl 4,1-7 e o trabalho de Jean Piaget. É justamente a minha forma de pensar quanto ao crescimento humano, amadurecimento e construção da sua liberdade.

Não é questão de limitar a salvação ou redenção humana a um processo apenas de crescimento intelectual, moral e psíquico. Definitivamente não!!!

Mas sinceramente creio que a salvação operada por Jesus (sem a qual, não teríamos sido redimidos) necessita da nossa cooperação, do nosso "tomar posse" e isso, certamente, passa pelo amadurecimento humano, pelo trabalho de construção da liberdade. Cito aqui Santo Agostinho: "Deus, que te criou sem ti, não te salvará sem ti" (Sermo CLXIX,13).

Reserve um tempinho para assistir esta pregação. Acho que vale muito a pena! A pregação é bem humorada, não é cansativa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Liberdade e Instinto

No tópico "Construção do Próprio Ser Humano" (clique para ler) tive o prazer de receber um comentário do Harlyson, alguém que conheci há algum tempo graças a um trabalho do Curso de Teologia que ele estava preparando sobre a Igreja Católica. De religião protestante, seus comentários são muito consistentes e sempre numa linha que se adequa perfeitamente com o objetivo deste blog que é o de crescermos.

O cerne do comentário repousa sobre a questão da liberdade e do instinto. Por ser um tema interessantíssimo, achei por bem abrir esta nova postagem sobre este assunto, além de acrescentar mais um comentário na postagem original quanto às demais considerações. Isto também porque eu não consigo me conter em poucas linhas...

Um ponto importante que talvez não tenha ficado claro no texto do tópico mencionado no início deste é que não tentei seguir uma linha dualista, mesmo porque concordo com o Harlyson - não se trata de dualismo, mas de dualidade. Somos seres com duas realidades em nós: uma espiritual e outra corporal, e ambas as realidades deste único ser chamado ser humano foram criadas por Deus, do qual lemos após a criação do mundo em Gn 1,31: "Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom." Logo, se TUDO era muito bom, o ser humano era muito bom, tanto a realidade espiritual como a corporal. E a realidade corporal inclui o instinto.

Ora, os animais racionais e irracionais possuem o instinto e ele visa ajudar às espécies a existirem, a se perpetuarem na face da Terra.

Portanto, ao dizer que "Nossa liberdade está, justamente, em podermos nos dominar - ter auto-domínio.", refiro-me a um equilíblio, onde percebo meu instinto e reflito se é correto (ou prudente, ou coerente) dar vazão a ele ou não naquele momento. Afinal, o meu instinto me leva a querer comer quando estou com fome. Que mal há nisto? Entretanto, o que dizer quando, sem regra, esta vontade de comer leva alguém à obesidade, ao risco de saúde? Neste caso, poderíamos dizer que esta pessoa seria escrava do "comer", e não livre.

E isto pode ser estendido para os demais instintos do ser humano. Não se trata aqui de não sentir os instintos, mesmo porque não senti-los seria algo anormal, algo contrário à natureza. Trata-se de mantê-los dentro do controle da razão, este dom que Deus nos deu.

Concordo com a afirmação de que a "fé" (mal esclarecida) também pode se tornar escravidão, mas aqui também entra a razão para dar equilíbrio. Vou além!! A própria razão pode escravizar num racionalismo fechado, e aqui entra a fé para dar o equilíbrio. Como diziam os gregos, a virtude está no equilíbrio! Cito aqui a frase que abre o documento "Fides et Ratio" - Fé e Razão - do saudoso Papa João Paulo II: "A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio".

A vida não precisa ser "uma prisão de medo e de angústia", como foi colocado, mas é inquestionável que nossa dualidade apresenta duas realidades que, por vezes, apontam para sentidos contrários. Já dizia Paulo (Rm 7,14-26), em resumo, que "não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero." Isto mostra que há momentos de conflito interno em que a razão, iluminada pelo Espírito de Deus, deve apontar para o caminho a ser seguido.

E isto tudo não elimina a importância do sentimento e do instinto. Ao contrário, se entrelaçam com a importância da razão, do espírito, da fé... É deste crescimento que eu quis falar, um equilíbrio que é construído ao longo da nossa vida.

Costumo ligar este tema ao trabalho de Piaget, que falava sobre a Heteronomia e a Autonomia como duas das etapas da construção do ser humano, que ocorrem durante a sua vida.

A Heteronomia se traduz em observar uma regra que simplesmente vem de fora, que existe "fora de mim" e, portanto, não é interiorizada. A regra é seguida por medo, seja medo de uma bronca, de uma agressão física ou simplesmente de desagradar ao "mandante". Nesta fase, se a criança encontra uma forma e se sente motivada a agir contra a regra sem que seja descoberta, ela o fará pois o que a fazia seguir a regra era única e exclusivamente o medo de uma "punição". Lembram quando eu concordei que a "fé" pode se tornar escravidão? Pois é... se for nesta atitude de heteronomia, certamente será ("No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor." - I Jo 4,18)

A Autonomia se traduz em se envolver com a regra. Nas crianças, isto é estimulado (por exemplo) através de trabalhos em grupo, onde existem regras que são consensadas entre elas e, aos poucos, elas percebem a necessidade delas. Percebem que, por exemplo, em alguns momentos há a necessidade de um líder que definirá o caminho a seguir, ou em outros instantes, que a maioria definirá por votação...

Percebe-se gradualmente que existem regras que são universais, assim como a noção de direitos e deveres, e isto é claramente um exercício da razão humana que vai crescendo. Aos poucos, as regras vão sendo cumpridas não por medo de uma punição ou retaliação, mas porque é o melhor a ser feito para o bem comum.

Existe um momento na vida da criança em que esta mudança se inicia. Porém, é verdade que nem sempre agimos na autonomia mesmo quando adultos... logo, estamos constantemente em crescimento, em aperfeiçoamento desta autonomia. Neste processo, vamos aos poucos freando aquilo que, na nossa avaliação, não seria conveniente realizar, visando o bem comum e o meu próprio bem.

Portanto, na minha opinião, vejo aqui a liberdade de optar que vai sendo construída a partir do momento em que vou sendo capaz de efetuar um diálogo interno entre a razão e o instinto, para chegar à melhor ação.

Ligando este assunto agora à realidade espiritual, se o Espírito Santo iluminar meu espírito neste "diálogo interno", vou tender a realizar as ações mais adequadas. Vejam que usei o termo "iluminar" e não "forçar" ou "comandar", pois Deus aqui nos ilumina, mas a decisão e a responsabilidade continuam sendo minhas.

Por fim, como somos criaturas e temos limites, não há como estar livre de erros em todas as nossas atitudes. Mas o que vale é o firme propósito de querer crescer na liberdade de filhos de Deus. Ele olha nossa luta diária e nos dá a sua graça para seguir crescendo.

Saudações em Cristo!!

Ah, Harlison, você pediu desculpas no comentário por ter escrito demais? Logo para mim, que não consigo me conter em poucas palavras (rsrsrs)... Pode escrever à vontade e saiba que é sempre bem vindo neste blog, ou melhor, nesta partilha!

Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Construção do Próprio Ser Humano

Em continuação ao tema: "Desejo de não sentirmos dor..." (clique para ler), onde conversamos sobre o problema de "sofrer por medo de sofrer", é interessante falar sobre o ser humano que se constrói.

O ser humano é a criatura viva que nasce menos "pronta" para tudo. É a que mais depende dos pais no início de sua vida e a que demora mais "tempo" para seguir de forma independente. Isto porque, em compensação, o ser humano é o que mais facilmente consegue se adaptar ao meio ou adaptá-lo para que sobreviva - é o mais flexível.

Esta construção do ser humano que seremos depende do que já construímos e do que construirmos no presente. Aqui, aparece uma das evidências do dom da liberdade concedido por Deus a nós.

Nesta liberdade, posso realmente optar, decidir o caminho a seguir, decidir "como me construir". O ser humano tem essa capacidade de ser autor e protagonista da própria história, para que "seja líder de si mesmo" (conforme livro de mesmo nome de Augusto Cury). Como não poderia ser diferente, isto também é uma opção nossa pois também podemos decidir ser apenas atores coadjuvantes em nossa própria história.

Porém essa liberdade é muitas vezes confundida com seguir as vontades do instinto, seguir qualquer pensamento que nos alcança, seguir os impulsos que nos surgem, seguir o que "nos der na telha"...

Ora, não seria isto, ao contrário, prisão? Escravidão?

Nossa liberdade está, justamente, em podermos nos dominar - ter auto-domínio. Como cita o Catecismo na Igreja Católica, no parágrafo 2339: "A alternativa é clara: ou o Homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa dominar por elas e torna-se infeliz."

Deus criou o Homem para a liberdade e não para a escravidão, muito menos para a escravidão do medo do futuro. O sofrimento é inerente à nossa condição de criaturas (já que temos limites) mas não devemos sofrer por medo de sofrer.

Eis a construção necessária do ser humano: Vencer a escravidão das paixões, dos instintos, das incoerências humanas (do pecado...) e ser verdadeiramente livre. Como disse Joseph Campbell: "Nós não nascemos Humanos, nós nos tornamos Humanos" (achei esta frase em uma folhinha do Sagr. Coração de Jesus, dia 04/12/2009)

Acho interessante falar agora sobre as 3 virtudes que recebemos de presente no Batismo e que nos auxiliam nesta luta (construção): Fé, Esperança e Amor (clique aqui para ver).

domingo, 22 de novembro de 2009

NINGUÉM CAUSA EMOÇÕES NO OUTRO...

Certa vez, Dom Wilson (Bispo auxiliar do Rio de Janeiro) trabalhou com representantes de diversas comunidades um texto com o título acima, escrito por John Powell. Foi realmente intrigante ler/ouvir que as emoções que eu sinto (inclusive os sentimentos negativos) não poderiam ser causadas por ninguém externo a mim. Apenas despertam algo que já estava em mim.
Já disse Jesus em Mc 7,15: "Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem". É plausível raciocinar, portanto, que ninguém pode me manchar com suas atitudes, palavras ou agressões. Só eu mesmo posso me permitir ser manchado. A decisão está em minha posse.
Posso me decidir por ficar chateado, murmurar ou até agredir alguém devido ao que ele(a) me fez. Só que posso também me decidir por não fazê-lo! Eis a noção mais sublime de liberdade. Quanto mais livres nós somos, mais podemos escolher e trabalhar nossa reação – afinal, somos seres racionais, não estamos presos só ao instinto.
Como numa reação química, onde misturamos um reagente em uma substância para identificar alguma propriedade dela (acidez, alcalinidade, ...), "aquilo que entra no homem" tem esta propriedade de revelar o que está "dentro do homem". E isto deve ser usado em nosso favor! Paremos de nos justificar culpando os outros por nossas reações (Adão, Eva e a serpente...). Elas apenas nos fizeram o favor de nos mostrar e ajudar a identificar em quê preciso mudar. Grande valor para isto tem a vida em Comunidade!!!
Um bom exame de consciência e uma confissão (quando necessária) nos farão ser melhores, por obra e graça do Espírito Santo. E lembremo-nos: é pela redenção em Jesus que somos livres da escravidão do pecado, da reação que pode nos manchar. Pela graça que nos foi derramada, podemos escolher – como Jesus escolheu.