BUSQUE O ALTO!
ANJO BARRO
ANTÔNIO JO BARBOSA RODRIGUES
Eu tirei esta foto no estacionamento do Barra Shopping. Não me perguntem como esta árvore cresceu torta assim. Na época, achei curiosa e resolvi registrar. Agora, coloquei-a como "símbolo" neste blog pelo que ela representa para mim.
Provavelmente, esta árvore passou por dificuldades para crescer neste "caminho torto", mas ela sobreviveu e continua a buscar sempre o alto. Vejo que somos assim também: Nem sempre conseguimos andar pelo caminho reto rumo ao alto, pois somos seres humanos, cheios de incoerências e limites, mas Deus vê a nossa luta em chegar ao alto. Isto é a santidade: não desistir de chegar ao céu. Neste caminho, às vezes caímos, trilhamos caminhos "tortos", mas se nos levantamos e não desistimos de alinhar de novo, estamos rumo ao alto.
Este site tem como objetivo crescermos juntos e, sem suas opiniões e comentários, isto não será possível! Portanto, leia os tópicos, participe comentando!

Nosso trato neste "blog de crescimento" é o seguinte: Me reservo apenas no direito de apagar os comentários que eu considerar ofensivos, contrários à lei e/ou que usarem expressões ou palavras de baixo calão. Trato feito, vamos em frente... ou melhor, para o alto!!!
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sexta-feira, 2 de março de 2012

CURSO:JESUS E A SUA IGREJA - Inscrições Abertas!!

CURSO

PROJETO: CONSTRUINDO SOBRE A ROCHA
MÓDULO: JESUS E A SUA IGREJA


A Comunidade Filhos da Redenção promoverá o curso "Jesus e a Sua Igreja" que vem a ser um módulo do nosso projeto "Construindo na Rocha".

O Projeto "Construindo na Rocha" tem como objetivo contribuir para a formação conforme a Doutrina Católica, visando formar católicos conscientes na vivência de sua Fé.

Neste módulo chamado "Jesus e a Sua Igreja" serão abordados temas como Revelação, Fé, Magistério e Tradição da Igreja, onde se verá porque não se pode falar de seguimento a Jesus sem falar de sua Igreja.

O curso é gratuito e será realizado em 3 sábados nos dias 17, 24 e 31/03/2012, de 14:30h às 17:00h no Salão B da Paróquia Divino Salvador.

A ficha de inscrição está disponível através do link abaixo. Basta preenchê-la e clicar no botão "Enviar formulário":

FICHA DE INSCRIÇÃO

domingo, 22 de janeiro de 2012

Criação e Evolução (6)

Achei interessante criar esta sexta postagem quanto a Criação e Evolução por 2 aspectos:

1 - Quero postar o comentário que o Carlos Francisco (autor do Blog Quo Vadis Domine), que pertence à Comunidade Filhos da Redenção da qual também participo, colocou na quinta postagem sobre o tema [ Criação e Evolução (5) ] para que as divulgações automáticas de postagens do blog pudessem funcionar com este texto que é mais um a corroborar o raciocínio que expus. O texto é de autoria do cardeal Odilo Scherer:

"A criação não exclui a evolução, nem o contrário (...) a evolução é um fato evidente e não pode ser posta em dúvida; porém, se ela explica como as coisas se diferenciam e mudam, por diversos fatores, ela, contudo, não explica a origem absoluta dessas coisas. É um fato que somente evolui e se transforma aquilo que já existe. Donde, ou de quem cada ser recebeu a existência e a ordem interna para ser aquilo que é, e não outra coisa? Do nada? Do nada, nada surge, a não ser que algum agente "crie", isto é, dê origem, tire do nada e faça existir algo. O acaso poderia ser este fator determinante? Como seria inteligente este acaso! A teoria do acaso é absurda. É melhor crer em Deus criador, isso não é absurdo."
(cardeal Odilo Scherer, em artigo publicado no jornal arquidiocesano "O São Paulo", no ano das comemorações de 200 anos do nascimento de Charles Darwin)

2 - Achei também importante reforçar um ponto que pode não ter ficado claro o suficiente. Quando digo que a interpretação do texto (principalmente no início do Gênesis) não deve ser feita de forma literal, não quero dizer que tudo seria um "conto de fadas" e que, portanto, não teria a devida validade. Muito pelo contrário! O que quis dizer é que o estudo deve ser feito com todo o cuidado levando em conta diversos aspectos da época da escrita (que não é a mesma época narrada) e vários outros pontos que já citei.

Assim, por exemplo, acho interessante citar aqui brevemente a questão do Pecado Original. Embora a narrativa fale do fruto da árvore que havia sido proibido para os seres humanos e possamos afirmar que o gênero literário aqui comporta alguns símbolos, o fato é que houve um acontecimento no período inicial da humanidade onde o primeiro ser humano cometeu um ato que foi contrário à sua natureza, contrário ao objetivo para o qual ele foi criado (ou para o qual ele evoluiu) e que isto causou uma desordem que se propagou para a especie inteira. (cf. CIC 390)

Deus ao infundir a alma espiritual no ser humano, também havia lhe concedido a graça original, simbolizada pela grande harmonia no Paraíso, onde ele passeava com Deus - o "lugar" de encontro com Deus. Ao contrariar a vontade de Deus, querendo decidir por sua própria conta o que é bem e o que é mal (daí a arvore da ciência do bem e do mal), ele acaba indo contra a graça original e a perde. Esta "falta" da graça original se propagou pela espécie - daí o pecado original.

A partir daí, a natureza do homem continua boa, pois assim foi criada. Entretanto, encontra-se como que "enfraquecida", machucada, lesada. Mesmo quando a graça passa a habitar em um ser humano pelo batismo, a natureza permanece enfraquecida mas, com a graça, pode ser vencedora - eis o combate espiritual que experimentamos a cada dia.

O Catecismo da Igreja Católica trata muito bem deste tema nos parágrafos 385 a 421. Recomendo mesmo esta leitura.
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domingo, 13 de março de 2011

Formação religiosa contínua: uma necessidade!!

Eu estava passeando na internet (ou navegando, ou surfando... o importante é estar em movimento e não parado) e encontrei o site do Padre Zezinho (http://www.padrezezinhoscj.com).
Lá, logo na página de entrada, estava um link para um artigo dele que simplesmente resume um pouco de tudo o que eu gostaria de falar sobre a necessidade de formação:
(http://www.padrezezinhoscj.com/novosite/palavra.php?id=163)

Transcrevo aqui um trecho:
"Pergunte a um católico devidamente instruído na fé e ele saberá responder porque ora, a quem ora, como ora e porque celebra algum dogma ou acontecimento. Os que leem menos sabem menos. Mas está tudo lá nos livros oficiais da Igreja. Creio e sei porque creio, celebro e sei o que celebro."

Eis o cerne de porque alguns católicos (preferi usar a palavra alguns em vez de muitos, por questão de otimismo) parecem esmorecer em sua caminhada, deixam de frequentar sua Paróquia ou até "mudam" de religião: Estes ouviram falar de Jesus, ouviram falar da Igreja Católica, ouve chamarem Maria de Nossa Senhora, querem ir para o céu mas, no fundo, não tem verdadeira compreensão de tudo isto.

Se lembrarmos dos apóstolos, que passaram 3 anos com Jesus, e que possuiam ainda tantas dúvidas...
Se lembrarmos dos primeiros Padres da Igreja (época da Patrística) que discutiram acerca de pontos fundamentais da fé...
Se lembrarmos de tantos concílios já houve na Igreja até o mais recente Concílio Vaticano II, onde vários assuntos foram discutidos à luz da fé...
Se considerarmos a quantidade de documentos que a Igreja já escreveu, incluindo o seu Catecismo...
Pergunto: Porque achamos que, como fiéis católicos, não precisamos estudar e aprofundar mais nossa fé!?? Somos tão auto-suficientes que podemos discernir sozinhos nossa fé ou somente com o que aprendemos nas aulas de catequese para a primeira comunhão lááááááá´na nossa infância? Quantas vezes fomos abordados por pessoas de outras religiões (ou de religião nenhuma) acerca de pontos de nossa fé e simplesmente, por não sabermos exatamente a explicação, acabamos dando razão a elas?

Tudo que a Igreja tem em sua doutrina tem uma explicação e está definido em algum documento escrito pela Igreja. E tudo, de alguma forma, está conectado à Palavra de Deus. O problema é que, muitas vezes, um tema puxa outro assunto como base, que puxa outro... e isso dá trabalho. E trabalho ninguém quer, mas entrar no paraíso, ahhh, todo mundo quer!!! (lembrei dessa música abaixo)

Busquemos uma melhor formação (falo isso para todos: cristãos e não-cristãos) para saber exatamente o que estamos professando e por que estamos professando. Falo aqui por mim mesmo: de tudo que já aprendi e procurei nos ensinamentos da Igreja, sempre encontrei explicação para os itens de sua doutrina. Por favor, não estou excluindo o valor fundamental da oração, mas a formação é fundamental também pois não podemos ter uma fé apenas embrionária: Fé e Razão devem ser parceiras e andar lado a lado.

A Comunidade Filhos da Redenção, da qual participo, possui um blog que contém alguns materiais de formação interessantes, além de alguns documentos da Igreja: http://filhosdaredencao.blogspot.com/

Visitem e coloquem em seus favoritos.

Um abraço a todos e vamos crescer!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

Eucaristia - não "simboliza"; É o Corpo de Cristo!!

Hoje resolvi escrever um pouco sobre este tema que ainda é duvidoso para algumas pessoas. Portanto, em primeiro lugar, gostaria de esclarecer que utilizarei o termo "Protestantes" para os Cristãos batizados não Católicos porque é o termo que melhor designa a origem destas comunidades. Isto porque "Evangélicos", "Crentes" ou "Cristãos" são atributos também dos Católicos e, portanto, não servem para diferenciar a Igreja Católica das outras Comunidades. Outro termo viável é "nossos irmãos separados", pois sendo batizados são também nossos irmãos em Cristo, mas vou preferir utilizar o primeiro - Protestantes. E não desejo que sintam agressividade no termo. Apenas, como falei, tem a ver com sua origem histórica em Lutero e Calvino com a Reforma Protestante, no século XVI.

Bom, entre os Protestantes existe um pensamento de que na Santa Ceia foi instituído por Jesus somente um efeito simbólico, ou seja, um símbolo de unidade entre os discípulos de Cristo, o qual é celebrado até hoje entre os Protestantes em suas Ceias. Assim, eles não acreditam que, durante a oração Eucarística que ocorre nas Missas Católicas, o Pão e o Vinho realmente tenham sua substância modificada (transubstanciada) no Corpo e Sangue de Cristo. Sendo mais específico, o Cristo vivo e Ressuscitado - Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

Para sustentar sua posição, os Protestantes alegam que Jesus fala "Isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue..." de forma simbólica, querendo com isso celebrar uma unidade entre si e os seus discípulos que persistiria para sempre, mas o pão e o vinho permaneceriam como antes, ou seja, teriam apenas um valor simbólico que deveria sem relembrado nas futuras celebrações cristãs.

Bom, gostaria de interpor alguns comentários a respeito desta posição:

1- Causa-me espanto que os Protestantes, como defensores de uma interpretação mais fundamentalista ("ao pé da letra") da Bíblia possam, neste momento, defender uma interpretação simbólica. Afinal, estamos falando de: Mt 26, 26-28 ; Mc 14, 22-24 ; Lc 22, 19-20 ; I Cor 11, 23-29. São 4 relatos em que o verbo ser (É) foi utilizado por Jesus para expressar aquele momento, relatados por 4 narrativas de pessoas distintas: Evangelho de Mateus, de Marcos, de Lucas e uma das Cartas de Paulo. Portanto não é uma narrativa isolada. Transcrevo apenas uma, mas podem conferir as demais:
  • Mt 26, 26-28 - "Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: 'Tomai e comei, ISTO É O MEU CORPO'. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque ISTO É MEU SANGUE, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados."
Pra mim, não há dúvidas: o Pão consagrado É o Corpo de Jesus Cristo; o Vinho consagrado É o Sangue de Jesus Cristo. Não simboliza: É!

2- Dando mais força a este ponto, explicito o final da narrativa de Paulo em sua carta aos Coríntios:
  • I Cor 11, 27-29 - "Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação."
Ora, se quem come e bebe (o pão e o vinho no cálice) indignamente é culpável do corpo e do sangue do Senhor e quem não distingue (ou reconhece, na Bíblia do Peregrino) o Corpo do Senhor é condenado, a associação é plena! É necessário distinguir ou reconhecer o corpo de Cristo no pão e no vinho consagrados - não é mero símbolo!

3- Ouvi certa vez um excelente comentário do Pe. Jonas da Comunidade Canção Nova de que os Protestantes alegam que Paulo fala aqui do corpo místico de Cristo, ou seja, da união simbólica do povo cristão em Cristo. Entretanto, Pe. Jonas chama muito bem a atenção de que Paulo fala aqui de ser culpável do Corpo e do Sangue do Senhor. E existe o Corpo Místico de Cristo, mas não o Sangue Místico de Cristo. Não há esta expressão, que ficaria sem sentido.
4- Pode parecer estranho que João seja o único Evangelista que não narra a ceia nos detalhes que os outros narram. Entretanto, nos dá uma colaboração muito valiosa em outro ponto de sua narrativa: Jo 6, 22-69 - o discurso do Pão da Vida. Cito alguns trechos:
  • Jo 6, 51-59 - "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum."
Mais claro que isto? Os judeus acharam estranho, mas Jesus não voltou atrás em suas palavras!

  • Jo 6, 60.66-69 - "Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!"

Ora, até alguns discípulos deixam de seguir Jesus por causa de suas palavras!Mas Jesus não volta atrás! Não tenta explicar que seria um símbolo ou uma comparação para que os discípulos não fossem embora por um simples mal entendido. Ele confirma e ainda pergunta se alguém mais quer ir embora! Pedro, em nome dos Doze, declara continuar, mesmo não tendo ficado clara a idéia da Eucaristia que seria instituída em breve!

5- Para os que são mais céticos e ligados apenas a fatos que se possa "comprovar", Deus ainda vem em auxílio com os diversos milagres eucarísticos já ocorridos na história da Igreja. Entretanto, por falta de espaço, cito aqui apenas um dos mais famosos: o Milagre de Lanciano. Verdadeiramente e visualmente a hóstia se transformou em carne e o vinho em sangue, examinados pela ciência. O link para esta matéria é http://www.zenit.org/article-7470?l=portuguese e boa parte dele está transcrito ao final deste post.

Logo, depois destes pontos, ainda há como contestar a presença real de Cristo na Hóstia (Pão) e no Cálice (Vinho) consagrados? Só porque não dá pra explicar como isto ocorre não é um motivo para negar. Afinal, Jesus não tinha poder sobre seu corpo (Jo 6, 16-21)? E também não tinha poder sobre o pão (Jo 6, 1-15)? Segue a matéria:

Artigo do Zenit:

"O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade

Fala o doutor Edoardo Linoli

ROMA, quinta-feira, 5 de maio de 2005 (ZENIT.org).- O doutor Edoardo Linoli afirma a Zenit que sustentou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco quando analisou anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fenômeno se remonta ao século VIII. Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino, após a consagração, começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies.

Nesse momento, o sacerdote viu como a sagrada hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou. Na catedral estão custodiadas estas relíquias.

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.
Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, os Franciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias.
Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli --da Universidade de Siena--. Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de «carne e sangue milagrosos». Em 4 de março de 1971 apresentou os resultados.
Evidenciam que a carne e o sangue eram com segurança de natureza humana. A carne era inequivocamente tecido cardíaco, e o sangue era verdadeiro e pertencia ao grupo AB.
Consultado por Zenit, o professor Linoli explicou que, «pelo que diz respeito à carne, encontrei-me na mão com o endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco».
Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que «o grupo sanguíneo é o mesmo do homem do Santo Sudário de Turim, e é particular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio».
«O grupo sanguíneo AB dos habitantes do lugar de fato tem uma porcentagem que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%», apontou.
A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se haveria alterado rapidamente.
O informe do professor Linoli foi publicado em «Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório» (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena).
Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano. Os trabalhos se prolongaram 15 meses com um total de quinhentos exames. As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália.
O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976 em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Camisinha - Algo Mudou para a Igreja? Certamente Não!

Houve muito alarde a respeito de um comentário que o Papa Bento XVI fez para um livro sobre o uso do preservativo. Como respondi a um e-mail sobre minha opinião em relação a isso, resolvi postar também neste meu blog pois sei que muitas coisas se falaram por aí. Esta postagem também está no blog SEMEANDO CATEQUESE.

É sempre bom pesquisar antes em um órgão de notícias da Igreja pois outras fontes (mesmo famosas...) costumam distorcer este tipo de notícia. Recomendo acessar ZENIT.


Então, sobre camisinha, simplesmente a Igreja continua com o ensino tradicional do seu Magistério, embora possa não parecer. A doutrina da Igreja permanece clara: as relações sexuais entre 2 pessoas devem ser vividas somente dentro do casamento. Fora dele, não estão de acordo com o plano de Deus. Ora, dentro do contexto da relação sexual dentro da fidelidade de um casamento, qual a necessidade da camisinha? Nenhuma. Portanto, poderíamos dizer que a Igreja é contra a camisinha no sentido que seu uso se dá nas situações de pecado. Logo, como seu uso estaria ligado a estas situações, um pronunciamento a seu favor de forma genérica (que não é o caso) simplesmente traria a confusão, ou seja, que os comportamentos que a acompanham também seriam legítimos. Assim, a camisinha poderia ser usada como um pretexto para os comportamentos reprováveis, já que daria proteção (que também não é tão alta assim...).

Mas observemos o seguinte: o Papa falou de um caso específico - os garotos de programa ou, por extensão, as prostitutas. Estes já tomaram sua decisão de não seguir os ensinamentos da castidade. Não é o uso ou não da camisinha que os farão parar com seu comportamento.

É como se disséssemos: "Não prossigam neste caminho pois não são esses os planos de Deus a respeito dos seres humanos, da família, etc. Entretanto, se sua decisão é irrevogável, então protejam-se e reduzam as chances de se contaminar ou contaminar os semelhantes usando a camisinha." Entenderam a diferença? Eles já decidiram não agir de acordo com os ensinamentos de Jesus transmitidos pela Igreja, então porque não evitar um mal maior?

Eu faço uma comparação exagerada para perceber a sutileza da questão (como toda comparação, não é totalmente igual - apresenta apenas algum aspecto comum para ajudar a esclarecer): Digamos que uma pessoa muito querida tenha tomado a irrevogável decisão de matar alguém e nada o remova dessa decisão. Suponhamos que não há como impedi-la. Diríamos então para que ela fosse sem colete a prova de balas, já que o uso do colete só é permitido por policiais a serviço da população ou por inocentes sob proteção da justiça? Claro que não! Espero que o exemplo tenha ajudado e não prejudicado.

Causou este rebuliço todo porque creio que nenhum Papa tenha entrado em detalhes como esse até hoje, mas o ensinamento continua o mesmo.

Não é por isso que podemos dizer que governos que distribuem camisinha simplesmente estejam corretos, porque neste caso, há um incentivo às relações sexuais abertas, pressupondo que sejam seguras (seguras???). Não é o caso das prostitutas e garotos de programa que já tem sua decisão tomada, independente de camisinha ou não.

Portanto, pra mim não mudou nada no ensinamento e sua aplicação. Entretanto, é claro que parte da imprensa vai jogar com isso para dizer que a Igreja está revendo seus ensinamentos e tentar generalizar para outros casos.

"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" (Jo 8,32) Não nos contentemos com meias verdades!