BUSQUE O ALTO!
ANJO BARRO
ANTÔNIO JO BARBOSA RODRIGUES
Eu tirei esta foto no estacionamento do Barra Shopping. Não me perguntem como esta árvore cresceu torta assim. Na época, achei curiosa e resolvi registrar. Agora, coloquei-a como "símbolo" neste blog pelo que ela representa para mim.
Provavelmente, esta árvore passou por dificuldades para crescer neste "caminho torto", mas ela sobreviveu e continua a buscar sempre o alto. Vejo que somos assim também: Nem sempre conseguimos andar pelo caminho reto rumo ao alto, pois somos seres humanos, cheios de incoerências e limites, mas Deus vê a nossa luta em chegar ao alto. Isto é a santidade: não desistir de chegar ao céu. Neste caminho, às vezes caímos, trilhamos caminhos "tortos", mas se nos levantamos e não desistimos de alinhar de novo, estamos rumo ao alto.
Este site tem como objetivo crescermos juntos e, sem suas opiniões e comentários, isto não será possível! Portanto, leia os tópicos, participe comentando!

Nosso trato neste "blog de crescimento" é o seguinte: Me reservo apenas no direito de apagar os comentários que eu considerar ofensivos, contrários à lei e/ou que usarem expressões ou palavras de baixo calão. Trato feito, vamos em frente... ou melhor, para o alto!!!
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

Pois é... Olha essa data aí de novo: Natal!!

Mas uma coisa é muito estranha... Parece que cada vez menos pessoas falam do real significado da data. Fala-se de Papai Noel (que não é o aniversariante), de paz e de luz (que não surgem do nada) e há quem fale de uma noite mágica, capaz de aproximar os seres humanos - como se um passe de mágica pudesse realizar isso.

Ora, cristãos ou não, aqueles que querem comemorar o Natal e que desejam os frutos de paz, de luz, de unidade (e tantos outros que são mencionados nesta época) precisam saber porque esta é uma data tão importante e real, o que ela realmente significa para os cristãos, o que está envolvido e, a partir daí, mesmo que não compartilhem das mesmas crenças, saibam tudo o que um cristão quer dizer quando deseja um Feliz Natal. Acho que, somente assim, poderemos começar a construir realmente os frutos tão almejados de forma que não sejam apenas uma "trégua" de 24 horas, mas duradouros.

Dizer que o Natal é a data em que comemoramos o nascimento de Jesus já é um bom começo (uma vez que muitos até acham que o Papai Noel é o aniversariante), mas ainda muito pouco para expressar o evento inédito que acontece na história da humanidade neste nascimento. Aquele menino que nasceu em Belém é o próprio Deus que nasce como um ser humano! Loucura para qualquer pensamento humano, mas o Deus todo-poderoso vem até nós se encarnando como ser humano, com seus limites, suas dificuldades, seus sofrimentos e alegrias... E sabe porquê? Porque o ser humano se afastou de Deus pelo egoísmo, pela indiferença, pela injustiça - em suma, pelo pecado.

Caramba!!! O ser humano se afastou de Deus, ofendeu as Suas recomendações para que pudéssemos viver em harmonia e em paz, gerou guerras com seus irmãos... e Deus o que faz? Não se apegou a sua soberania e poder, mas veio até nós como um de nós, por nossa causa, por Seu amor por nós.

É isso que comemoramos no Natal!!! Jesus é Deus conosco! Deus, que é todo-poderoso, veio até nós que o ofendemos - porque não devo eu fazer o mesmo em relação àquele que me ofendeu? Porque não devo tentar me livrar dos pensamentos maus que me escravizam e que, no fundo, só fazem mal a mim mesmo? Até quando será que não perceberemos que sentir ódio ou raiva de alguém é o mesmo que beber veneno achando que o outro é que será afetado? Percebem que aqui está um fator primordial para se conseguir os frutos de paz, harmonia, luz e alegria que tanto almejamos?

Porém é claro que, como seres humanos, somos fracos para que uma simples decisão se torne ação. Há verdadeiros turbilhões de sentimentos, sofrimentos, feridas que nos fazem tomar outras direções, mesmo quando decidimos algo. Para isso, Deus aí está para nos ajudar! A partir do momento em que Deus se fez Homem em Seu Filho Jesus, nós fomos também beneficiados. Deus se fez pobre homem para que o Homem fosse enriquecido em sua natureza. Podemos contar com a força espiritual de Deus - que não é uma simples força, mas o próprio Espírito Santo de Deus agindo em nós.

Portanto, não há nada de magia. Há sim a graça de Deus agindo no esforço humano! Deus faz a parte d'Ele. E nós, estamos dispostos a fazer a nossa? Eis o real convite que é relembrado na noite de Natal, mas que precisa se estender por todos os dias da nossa vida. O convite a ultrapassar o que nos faz mal e fazer o bem, a acabar com o rancor e dar vez ao amor, a superar as trevas e deixar brilhar a luz de Deus em nossas relações familiares, de amizade, de trabalho...

E, por fim, Deus se fez um de nós - em Seu Filho Jesus somos também filhos de Deus. Não há como falar em fraternidade (irmãos) se não falamos de um Pai comum. Liberdade, Igualdade e Fraternidade são irrealizáveis se não partirem de um ponto comum - Deus é nosso Pai!

Este sim é o Natal que desejo. O Papai Noel é hoje apenas um apelo comercial que está longe de ser o sentido desta data. O presente principal que daremos aos outros e a nós mesmos será um coração mais leve, mais aberto ao irmãos.

Agora sim!! Um Feliz Natal repleto de todas as graças que Deus quer derramar na vida de cada um de vocês e que estas graças se estendam pelo ano de 2012, dando-lhes força para buscarem e alcançarem todos os frutos e resultados que vocês almejam.

Um abraço,
Antônio José

domingo, 27 de novembro de 2011

Sobre o Livre Arbítrio

Bom, agora “fui forçado” a entrar também no Facebook, uma vez que quase todo mundo migrou para lá. Mas como sou um só e já era difícil arrumar tempo para postar só neste blog, imagine dar conta dos dois (fora e-mail, resquícios do Orkut, etc...)

Assim, vou tentar pelo menos postar em ambos os lugares tudo o que eu produzir. É este o caso desta postagem. Um amigo meu postou no Face uma citação de um filósofo grego chamado Epicuro, a qual reproduzo a seguir:

"Deus quer prevenir o mal, mas não consegue? Então ele não é onipotente.
Ele consegue, mas não quer? Então ele é malevolente.
Ele quer e ele consegue? Então por que o mal acontece?
Ele não quer e não consegue? Então por que chamá-lo de Deus?"


Segue agora o comentário que fiz à postagem dele, com um pequeno acréscimo no final:

Liberdade - esta é a palavra chave! Amar não significa fazer algo ou alguém que você controle. Amar significa deixar livre. Afinal, vejamos: pode um robô amar? Ao pé da letra, o robô não pode (ou pelo menos não deveria) nem ser amado pois não tem esta capacidade em si. Ele não é livre, ele é programado e obedece a comandos. Definitivamente, para criar um ser que pudesse ser amado e amar, é necessário que este pudesse tomar decisões livremente. E, evidentemente, um ser com esta possibilidade pode decidir em não amar, em odiar... É uma possibilidade aberta. É um risco, mas um risco corrido onde alguns aceitaram amar!!! Eis a vitória.

E, em Jesus, o exemplo maior de amor, pudemos ver como é ser um ser humano conforme o plano original de Deus. Ainda poderiam pensar: mas Deus é um ser livre e ama somente, não odeia... O homem não poderia ter sido criado também perfeito no amor? Respondo com outra pergunta: Pode um Deus criar um ser perfeito? Não estaria Ele criando um outro deus? E não podem existir 2 deuses: um deles não seria verdadeiramente Deus. Logo, a criatura é sempre imperfeita - por isso é criatura. Seria o mesmo que criar um círculo quadrado. Portanto, neste contexto, há algumas coisas que Deus não pode fazer: Ele não pode deixar de amar, pois sua essência é amor - Deus é amor. Negar sua essência seria deixar de existir, o que é impossível. Criar uma criatura (que essencialmente tem limites) perfeita? não dá. O único perfeito sem limitações é Deus.

Mas Deus não nos abandona... O seu Espírito Santo não cessa de nos falar ao coração como devemos agir. Mas, como somos livres, o sim ou o não é nosso... Dizer que é impossível viver o bem também não é verdade. Jesus é o maior exemplo, mas os santos e tantos outros exemplos estão aí para nos mostrar isso.

Um abraço e lembremo-nos sempre disso: A liberdade que é a razão pela qual podemos amar e ser amados também é aquela que nos faz ser capazes de dizer sim ao amor mesmo quando o ódio bate à nossa porta. Desta decisão construiremos ou não um mundo melhor! Está em nossas mãos, pois Deus nos capacitou e nos capacita!! ;-)

O “pequeno acréscimo”: Alguns poderiam contrariar quando eu disse que quando alguns aceitaram amar, isto não é uma vitória pois não seriam a maioria ou, pelo menos, os que não aceitaram amar causam mais problemas do que os que aceitaram amar podem resolver. Ora, se alguns aceitaram amar até o limite de dar a sua vida por isso, como não dizer que Deus não é vitorioso? Ficou provado que é possível viver o amor, mesmo em nossa liberdade fragilizada pelo pecado, pela nossa limitação de criatura... Não há como dizer que o plano de Deus não é possível. O que se pode dizer, sim, é que os que resistem e dizem não a essa proposta de amor não aderiram à vitória de Deus. Eis a derrota que só ficará clara para os que persistirem no erro no final dos tempos. Lá veremos que o plano de Deus era possível para todos, pois todos tem a capacidade em si. Enfim, a decisão é nossa...


sábado, 23 de abril de 2011

A Paz Inquieta de Deus - Um Verdadeiro Terremoto? (II)

Bom, na postagem anterior (http://anjobarro.blogspot.com/2011/04/sabado-passado-vespera-do-domingo-de.html), eu comentei sobre uma palestra em áudio do Padre Paulo Ricardo, sobre uma curiosidade a respeito da aparente (só aparente) mudança de comportamento do povo (do "Hosana" ao "Crucifica-o") e que tocava em um ponto importantíssimo - Quando Deus nos visita, ele nos perturba? Nos inquieta? Se ficou curioso com a postagem anterior, acesse o link acima...

A agitação, a perturbação, esse "terremoto" ocorreu nessa entrada final de Jesus em Jerusalém e também ocorreu quando os magos procuravam o menino Jesus em Jerusalém muitos anos antes, conforme Mt 2,2-3:

"2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. 3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele."

Quanta perturbação com a visita de Deus? Conforme citado pelo próprio Padre Paulo Ricardo na referida pregação em áudio, o pecado original faz com que olhemos para Deus como um inimigo, um agressor. Olhemos como Adão e Eva se comportavam antes e depois do pecado original: Antes eles estavam em plena harmonia com Deus (Gn 2,8-9.19-23); depois, eles se escondem pois acham em Deus uma ameaça e não mais o amigo (Gn 3,8). Percebem a perturbação, a agitação, o verdadeiro terremoto causado pela visita de Deus?

Quando Deus nos visita, Ele realmente perturba a nossa paz porque nos achamos senhores de nossa existência. Nos sentimos ameaçados em nossa "soberania". Isso pode ser até inconsciente, mas é um mecanismo que acontece muitas vezes em nosso interior.

É interessante como isso fica latente ao ouvirmos falar de mandamentos. Parece que são leis que temos que cumprir senão Deus se revoltará contra nós, numa atitude de quem se sentiria ameaçado ou que foi agredido por nós e, portanto, desejaria se vingar de nós. É essa a compreensão que temos de Deus? Medo de um castigador? Será?

Gosto muito desta passagem em IJo 4,18: "No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor."

Pensemos juntos: Quando um pai proíbe um filho pequeno de subir no parapeito da janela, pois ele pode cair no chão. O pai se sente ameaçado em si mesmo por esta possível atitude do filho? Caso o filho teime e faça isso na ausência do pai, o pai vai querer castigá-lo por ter caído de cara no chão? Tem alguma lógica isso? Será que o motivo dos mandamentos não é outro? Será que é para preservar o poder de Deus? Ora, o que pode tornar Deus menor do que Ele é? Nossos pecados? Sinceramente, esse não é o nosso Deus!!! Basta ler Rm 8,35-39!!! Ficou curioso com a passagem? Essa eu não vou transcrever. Procure em sua bíblia ou acesse este site que possui toda a Bíblia: (http://www.bibliacatolica.com.br/01/52/8.php)

Mas então porque os Mandamentos? No final desta postagem encontram-se 4 vídeos que são uma sequência da peça "O Canto das Írias" realizado pela Comunidade Shalom. Peço que assistam e que prestem muita atenção principalmente no texto que é fantástico! Em certa parte da encenação, ocorre um diálogo entre Jesus e o Homem, que transcrevo aqui:

"A lei mostra apenas os limites da tua condição, não os limites do meu amor. Vou te amar sempre e de qualquer forma. Agora isso não basta pra te fazer feliz porque eu te dei liberdade. Preciso que você escolha realizar tua essência. A luz foi criada para iluminar, o vento para soprar, o fogo para queimar. Você foi criado para amar. Só a realização dessa essência pode te fazer feliz."

Entenderam? Os mandamentos foram feitos para nós podermos viver bem nossa condição de criaturas, que possuímos limites! Afinal não somos deuses! Deveríamos nos sentir ameaçados sim, ao ultrapassarmos nossos próprios limites quando pecamos porque isso traz consequências para nós mesmos e para todos ao nosso redor. Estas consequências não são um castigo divino de um Deus que foi ameaçado em sua soberania. Pelo contrário, Deus está sempre pronto a nos levantar e nos ajudar a consertar os erros - este é o comportamento de Deus - este é o comportamento de quem ama!

Mas nos sentimos ameaçados por Deus quando somos visitados por Ele porque pecar nos torna mais inclinados a pecar. O homem velho se sente ameaçado quando algo acontece para que ele abandone o que estava vivendo. E mais: o pecado nos faz distorcer a imagem verdadeira de Deus e o que Ele tem a nos dizer. Ele nos fala amor e entendemos castigo. Ele nos fala 'cuidar de nós' e entendemos 'nos dominar ou escravizar'. Novamente, o texto da peça mostra logo na primeira parte do vídeo um diálogo assim entre o Homem e a Verdade (Deus). Vejam uma parte dele e verifiquem como é um diálogo muito louco - pena que é assim que às vezes dialogamos com Deus:

VERDADE: Eu não quero te castigar, venha, me abrace.
HOMEM: Quer que eu fuja da sua presença? Está me mandando embora?
VERDADE: Abrace-me logo.
HOMEM: Insatisfeita comigo? O que eu te fiz? O que eu te fiz? Você está com ciúme de mim?...

Não parece que as falas estão fora de lugar? Pois é...
Nos sentimos perturbados com Deus? Procuremos o que está nos perturbando. Certamente Deus não quer nos deixar sem paz. Ele quer que sintamos a verdadeira paz! Só que esta nos deixa inquietos porque significa abandonar algumas coisas que, no fundo, nos tiram a verdadeira paz, mas cujas consequências são anestesiadas pelas paixões deste mundo. Mas como disse Jesus: "Coragem, Eu venci o mundo!" (Jo 16,33).

Bom, agora deixa eu parar de falar e que vocês tenham um excelente espetáculo. Ele está dividido em 4 vídeos. Sinceramente, aconselho contactar esta abençoada Comunidade Shalom e verificar a possibilidade de apresentarem esta peça na paróquia de vocês. Eu a vi em um encontro de Novas Comunidades - foi fantástica!!!

Apesar do vídeo colocar como Paróquia Santa Luzia, a realização é da Comunidade Shalom. Seguem alguns créditos que consegui buscar:

Texto e Direção: Wilde Fabio
Coreógrafo: Domingos Savio
Música na hora da Cruz: Espírito de Verdade - Autor: Wilde Fábio
Música final: Ressuscitou - CD Ressuscitou - Comunidade Católica Shalom

O Canto das Írias - Parte 1/4 ( LINK PARTE1 )


O Canto das Írias - Parte 2/4 ( LINK PARTE2 )


O Canto das Írias - Parte 3/4 ( LINK PARTE3 )


O Canto das Írias - Parte 4/4 ( LINK PARTE4 )


Até a próxima postagem!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Omniciência Divina x Pre-Determinação ou Destino

Está difícil arrumar tempo pra escrever aqui no blog, mas já que consegui, vamos lá...

Já vi em um monte de lugares confusões entre estes dois conceitos - Omniciência (ou Oniciência) e Destino Pré-Determinado - o que muitas vezes acaba levando a conclusões precipitadas. Vou falar de algumas:
1 - Ora, se existe um Deus e Ele é Omniciente (sabe de tudo que já aconteceu, que acontece e que vai acontecer), então tudo já está determinado e, sendo assim, na realidade eu não faço escolhas - eu não tenho liberdade! Como posso ser responsabilizado por meus atos se tudo está determinado por Deus?
2 - Se tudo está determinado por Deus em sua omniciência, porque orar? Porque pedir a Ele que realize determinadas coisas? Não está tudo decidido?
3 - Porque lutar para conseguir algumas coisas? Se tudo está determinado, lutando ou não elas acontecerão!
4 - Se tudo está determinado por Deus devido à sua omniciência, então Ele é sim o criador do bem mas também do mal no mundo e alguém que cria o mal não pode ser totalmente bom - não é um Deus-amor!
5 - A mais radical - não dá para conciliar a existência de um Deus Amor, perfeito e omniciente em relação a um mundo cheio de injustiças como conhecemos. Logo, Deus não existe.

Talvez eu já tenha ouvido falar de outras conclusões precipitadas, mas acho que estas já mostram bem o tamanho do estrago que uma confusão de conceitos pode causar.

Vamos lá! Ter conhecimento de tudo que irá acontecer não é equivalente a determinar tudo que irá acontecer! Por exemplo, cremos que Deus criou o Homem livre para tomar suas próprias decisões. Saber qual decisão o Homem irá tomar não significa determinar essa decisão.

Deus vive na eternidade, na qual o tempo não tem sentido de ser contado. Simplesmente o tempo não existe para Deus - Tudo para ele é presente. Às vezes achamos que quando falamos de eternidade queremos dizer que o tempo continuaria passando mas nós não envelheceríamos mais nem desapareceríamos. Simplesmente o tempo continuaria passando e eu permaneceria vivendo nesse tempo. O conceito de eternidade é outro: é um tempo que não passa mais. Muitas vezes ouvimos a expressão "final dos tempos" e nem prestamos atenção nestas palavras. Realmente trata-se de FINAL dos TEMPOS. Na eternidade tudo é presente - sempre presente - não há tempo para passar.
Como Deus vive na eternidade, todos os tempos pelos quais estamos passando são, para Ele, presente. Assim, Ele sabe o passado, presente e futuro porque ele os "vive simultaneamente". Talvez me faltem termos adequados para definir melhor (afinal, só conhecemos o mundo temporal), mas é mais ou menos isso.

Logo, mais uma vez: saber aquilo que acontecerá não é sinônimo de determiná-lo. Portanto, as escolhas que eu faço ajudam a determinam sim o meu caminhar, interferem em consequências futuras. Embora Deus saiba as decisões que tomarei, eu é que as estou tomando - sou responsável por minhas escolhas. Se eu não lutar por uma vaga na universidade, ela não cairá no meu colo porque estaria determinada. Pelo contrário: ela estaria determinada a acontecer se eu lutei e tudo concorreu para que acontecesse. E estaria determinada a não acontecer se eu não lutasse por ela.

Com isso, não estou esvaziando a ação de Deus no mundo. Pelo contrário, estou apenas dizendo que temos total liberdade em nossos atos porque assim Deus quis. Entretanto, Deus também age no mundo mas sem interferir na nossa liberdade. Desde o início (e isso é narrado no Antigo Testamento) Deus vai se revelando gradativamente a seres humanos que vão "tateando" em meio às maravilhas da natureza e em meio a relações com outros seres humanos. Neste processo, Deus vai gradualmente mostrando sua vontade aos seres humanos até a revelação por excelência em Jesus (Deus e Homem, Deus encarnado como um de nõs) que nos revela o Pai como Ele é, sem possibilidade de erro, pois Jesus também é Deus e Ele, com o Pai no Espírito Santo, são um só Deus na Santíssima Trindade.

Esta revelação é ação de Deus na história e, portanto, Ele também atua em conjunto com as nossas ações; não no sentido de predeterminar o futuro, mas no sentido de convidar o Homem para a melhor forma de realizar este futuro. As ações de Deus no mundo, sob a forma de convites, de chamados, de vocações, da Revelação em si..., tudo isso visa um fim desejado por Deus: "Que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade" (cf. I Tm 2,3-4). Porém, a decisão do Homem é e será sempre livre. Podemos dizer que Deus "nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo" (cf, Ef 1,5), mas não conforme o conceito corriqueiro de destino (algo escrito que não posso mudar). Essa "predestinação" é uma orientação, uma vontade de Deus acerca do nosso destino final e Deus sempre tentará conduzir-nos para este fim, mas nunca determinando-o - continuará sendo um convite!

Deus, portanto, não criou os males no mundo. Todo seu plano está orientado para o bem e para a salvação de todos os homens. Entretanto, a liberdade do homem implica em opções, as quais podem ser boas ou más. E isto, desde que surgiu o primeiro ser humano.

Por fim, falemos sobre a eficácia de orar. O caminho é o mesmo: Deus conhece tudo que acontece e que acontecerá, inclusive as orações que ainda faremos! Ele conhece tudo que ocorrerá, mas algumas coisas ocorrerão também influenciadas pelas orações que faremos (e que Ele já sabe que faremos).
Porém, aqui também precisamos conversar sobre o que é oração: Dentro deste contexto, não se trata de forçar a vontade de Deus a atender a nossa vontade. Pelo contrário, o movimento da oração já é uma resposta de nossa fé à um primeiro movimento de Deus - sua Revelação. Está sim nos planos de Deus que orássemos e estivéssemos cada vez mais em sintonia com Ele, mas Ele também não nos forçou a orar - Ele nos convidou! Então, a oração não é uma tentativa nossa de mudar a vontade de Deus, mas sim uma resposta nossa à vontade de Deus para que estivéssemos em Sua presença. E se nossa oração está conforme o plano de Deus, ela é atendida pois esta oração cumpriu seu papel primeiro - nos unir a Deus e à sua vontade.
Mas mesmo quando o objetivo de nossa oração não está direcionado de acordo com a vontade de Deus, se deixarmos Deus agir em nós, a oração trará um outro efeito: o de nos modificar. Unindo-nos com Deus na oração, Ele nos fará perceber gradativamente (as vezes após muitos percalços na vida) que devemos orar em outro objetivo que não aquele anterior. Mais uma vez, foi uma resposta nossa à vontade de Deus para que estivéssemos em sua presença.
Bom, já falei das respostas "Sim" e "Não" às nossas orações. Existe uma terceira possibilidade: "Ainda não". Aqui, a oração nos dá paciência e confiança de que Deus tudo conhece. Além disso, pode ser que Deus queira que façamos algo antes que o objetivo da oração seja atendido. Mais uma vez, acontece um convite de Deus para nossa ação conforme Sua vontade. Eis um outro efeito da oração - a comunicação de Deus conosco.

Portanto, mesmo sabendo que Deus sabe o que acontecerá, precisamos orar pois muitas destas graças estão vinculadas à nossa abertura de estar na presença de Deus.
Por fim, Deus sabe sim todas as coisas que acontecerão, mas essas coisas acontecerão também devido às nossas decisões e ações, as quais Deus já conhece também, mas não as pre-determina - são livres!

Sintamo-nos parceiros de Deus no plano de criação e redenção que Ele preparou para nós!!
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domingo, 31 de outubro de 2010

Misericórdia, Justiça, Amor e Onipotência Divina

Hoje, domingo 31/10/2010, participei da Missa pela manhã e a primeira leitura foi Sb 11,22-12,2. Senti vontade de comentá-la e voltar a escrever aqui no meu blog pois achei que o trecho é fantástico.
Segue o trecho:

Cap.11,

22. Diante de vós o mundo inteiro é como um nada, que faz pender a balança, ou como uma gota de orvalho, que desce de madrugada sobre a terra.
23. Tendes compaixão de todos, porque vós podeis tudo; e para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens.
24. Porque amais tudo que existe, e não odiais nada do que fizestes, porquanto, se o odiásseis, não o teríeis feito de modo algum.
25. Como poderia subsistir qualquer coisa, se não o tivésseis querido, e conservar a existência, se por vós não tivesse sido chamada?
26. Mas poupais todos os seres, porque todos são vossos, ó Senhor, que amais a vida.

Cap.12,

1. Vosso espírito incorruptível está em todos.
2. É por isso que castigais com brandura aqueles que caem, e os advertis mostrando-lhes em que pecam, a fim de que rejeitem sua malícia e creiam em vós, Senhor.

Esta é a tradução da Bíblia Ave Maria. Na tradução da Bíblia do Peregrino, o versículo 22 não usa a palavra "nada" para comparar o mundo, mas sim "um grão de areia". Assim entendemos melhor, pois um "nada" realmente não poderia pender uma balança coisa que um grão de poeira pode fazer, se a balança for sensível. De qualquer forma, a idéia básica é que, comparado a Deus Todo-Poderoso e infinito, o mundo é de fato infinitamente pequeno. Porém ressalto que, mesmo assim, não é como um nada - ele tem valor. E os versículos seguintes mostram o quanto este mundo infinitamente pequeno é totalmente importante para Deus.

Somos pequenos, mas não desprezíveis! O mundo foi criado por Deus e, portanto, Ele ama tudo o que fez. Se Deus odiasse algo, não o teria criado (versículo 24). Como custamos a aceitar muitas vezes isso no nosso dia a dia.

Mas como encaixar aqui o pecado? Se Deus abomina o pecado, porque o teria criado? Aí está a questão que não está clara para muitas pessoas: Deus não criou o pecado. O pecado é fruto da liberdade do Homem (e também dos anjos, explicando também o caso de Lúcifer, mas foquemos no caso do Homem). O que Deus criou foi o Homem livre e nessa liberdade, ele opta pelo Bem Supremo ou pelo Mal.
Portanto, simplesmente exterminar o pecado "magicamente" ou agir de forma a não deixar que o pecado surgisse seria equivalente a tirar a liberdade do Homem. Liberdade e Amor andam inseparáveis. E como Deus é amor, não seria um ato de amor simplesmente cortar a liberdade. Quem ama, deixa livre. Quem ama quer que o amado lhe corresponda ao seu amor livremente, nunca obrigado ou oprimido. E, portanto, amar é deixar espaço para outras opções que não aquelas que se deseja.

Mas isso não significa que Ele simplesmente largou o Homem de mão. Pelo contrário, desde o início, Deus vai se revelando ao Homem gradativamente (vemos isso pela Palavra de Deus no Antigo testamento) e se revela de forma plena em Jesus - Deus conosco - o modelo do Homem chamado a existir desde o início. Jesus é o novo Adão também por isso: Remete à origem do Homem, ao plano original que Deus tem para cada ser humano.

Conforme o versículo 25, tudo que permanece existindo foi chamado por Deus a existir. Já falei várias vezes aqui no blog sobre chamado e vocação. Mas e se não realizamos o chamado? Se "destoamos" do plano original de Deus para o Homem? Aqui age o Deus misericordioso, que ama a criatura: Onipotência e justiça coexistem harmonicamente com misericórdia e amor em Deus. Aliás, a perfeição de cada uma destas 4 características leva a serem plenamente conciliáveis. Há os que não conseguem conceber que um Deus justo possa ser misericordioso, pois estaria relevando as faltas. Não é bem assim. A misericórdia leva em conta a nossa pobreza comparada à grandeza de Deus - somos infinitamente pequenos, lembra? Somos limitados, somos criaturas. Se não fôssemos limitados e falíveis, seríamos iguais a Deus. Até pela filosofia vemos ser incoerente um Deus criar outro Deus. Um deles não seria Deus.

Bom, deixando a filosofia de lado, Deus vem em socorro do nosso limite, permite que sejamos corrigidos durante nossa própria vida. Embora algumas traduções se refiram muitas vezes a este comportamento como castigo (Capítulo 12, versículo 2), seria mais adequado o termo correção ou advertência. E, se pensarmos que o próprio pecado tem consequências pelo ato intrínseco que foi cometido, não podemos dizer que Deus enviou um castigo. Entretanto, por estas consequências permitidas (não causadas) por Ele, podemos vislumbrar a atitude errada e, pela graça de Deus, nos corrigir.

Se pensarmos pelo viés do castigo, qual o castigo que mereceríamos pelo menor pecado que cometêssemos a alguém que é infinito amor? Infinito seria o castigo por questão de mérito. Mas pela misericórdia, Deus age enviando seu Filho encarnado na mesma realidade de nós humanos - Jesus, o Homem por excelência. Nele, esse "justo" castigo é anulado pra aqueles que aderirem a Ele. Somente nele temos a remissão dos pecados e, por misericórdia, por justiça, por onipotência e por amor, somos salvos.

E porque Deus age assim? A resposta está no versículo 26: "Mas poupais todos os seres, porque todos são vossos, ó Senhor, que amais a vida". Ele ama a vida que Ele mesmo criou. Não é vontade d'Ele a perdição dos vivos, mas sim que se convertam e vivam. Quem se perder, tenha certeza que é por vontade própria. O amor de Deus está disposto a salvar até o último suspiro desta vida.

Busquemos a salvação, a realização do chamado de Deus. No dia em que fui concebido no útero de minha mãe, Deus pronunciou meu nome e me chamou a existir. Imagino Deus chamando pelo meu nome: Faça-se o Antônio! E o Antônio foi feito. Pense agora em Deus chamando você à existência! Diga a mesma frase com o seu nome! E quando Ele nos chama, também já nos capacita para aquilo que Ele nos chama.

Eis aqui o segredo: Somos limitados, pois somos criaturas e não deuses. Mas, se participarmos da vida de Deus, se deixamos Seu Espírito agir em nós, apesar do nosso limite, agiremos como Deus quer. É um processo diário, contínuo - eu diria que é a vida, o processo de formação do "eu" que o Senhor queria desde sempre.

Que percebamos essa ação diária de Deus em nós. Deus nos abençoa a cada momento; mais que pedir sua bênção, peçamos a graça de percebê-la e entendê-la em nós para que cresçamos à imagem do Cristo.
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Arte - Instrumento de Evangelização

A arte, como expressão dos mais profundos sentimentos humanos, possui em sua essência a poderosa propriedade de conseguir penetrar os corações humanos, pois torna-se linguagem de coração para coração. E aqui falo sobre as mais variadas expressões de arte: poesia, música, teatro, pintura...

Infelizmente, a arte tem sido muito usada para levar mensagens não muito construtivas ou até mesmo destrutivas. Mas, em si mesma, ela não é moralmente má ou boa - é um instrumento, ou seja, o efeito depende de quem a utilizará.

Sendo expressão dos sentimentos e da inteligência humana, podemos dizer que é também uma capacidade que nos assemelha a Deus, o grande e maravilhoso artista "criador do céu e da terra".

Portanto, creio muito no poder da Evangelização pela arte porque consegue penetrar até os corações mais endurecidos e, como um veículo, leva a mensagem da salvação até este "local" das decisões humanas.

Eu vi esta encenação pela primeira vez na Vigília de Pentecostes da Paróquia Divino Salvador, na qual participo. Achei fantástica!! Não sou muito de me emocionar, mas essa peça realmente me comoveu bastante.

Graças a Magaly do Grupo de Oração da Paróquia que postou este vídeo no Orkut, consegui colocá-lo também aqui no meu Blog. Parece que foi apresentado no EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo). Desde já, se alguém do grupo que participou desta empreitada ler esta postagem, receba os meus sinceros parabéns!!

O nome no Youtube é "Lifehouse - Everything (Paróquia Divino Salvador - RJ)" pois "Everything" é o nome da música. Segue o vídeo e, logo após, a letra original da música e a tradução.

VÍDEO DA ENCENAÇÃO



ÁUDIO DA MÚSICA "EVERYTHING"



LETRA E TRADUÇÃO

(fonte - http://letras.terra.com.br/lifehouse/22814/traducao.html)

Everything

Find me here,
And speak to me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me to the place
Where I'll find peace... Again

You are the strength
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

You calm the storms
And you give me rest
You hold me in your hands
You won't let me fall
You steal my heart
And you take my breath away
Would you take me in
Take me deeper, now

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

Cause you're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
Everything, everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be
any better than this
Would you tell me how could it be
any better than this

Tudo (Everything)

Me encontre aqui,
e fale comigo
Eu quero te sentir
Eu preciso te ouvir
Você é a luz
que está me guiando para o lugar
onde encontrarei paz... novamente

Você é a força
que me faz andar
Você é a esperança
que me faz confiar
Você é a vida
pra minha alma
Você é meu propósito
Você é tudo

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

Você acalma as tempestades
E você me dá repouso
Você me segura em suas mãos
Você não vai me deixar cair
Você roubou meu coração
E me deixou sem fôlego
Você vai me receber?
Vai me atrair mais ainda?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

Pois você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?
Me diga, como isso poderia ficar
melhor?

terça-feira, 2 de março de 2010

Abandono de Deus ou falsa sabedoria humana?

Recebi esta mensagem encaminhada via e-mail por meu amigo Adilson Pereira, que trabalhou comigo bastante tempo. Acho que ela diz muito sobre o atual estado das coisas... Acredito que muitos já a receberam alguma vez, mas acho providencial voltar ao assunto. Reproduzo aqui o texto e comento algo no final.

<<< . . . Início do texto . . . >>>
Uma pessoa estava sendo entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou a ela:
'Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro?'

Anne deu uma resposta profunda e sábia:
'Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?'

À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc... Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Logo depois o Dr.. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos: 'Um perito nesse assunto deve saber o que está falando'. E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos...(há diferença entre disciplinar e tocar).

Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar. Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade. E nós dissemos: 'Está bem!'

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino. Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de Crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet. E nós dissemos: 'Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso'.

Agora nós estamos nos perguntando porque nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado; porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...

Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: nós colhemos só aquilo que semeamos!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus: 'Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?' A resposta dele: 'Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!'

É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque o mundo está indo a passos largos para o inferno. É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia, ou do que a sua religião, que você diz que segue ensina.

É triste como alguém diz: 'Eu creio em Deus'. Mas ainda assim negue a mensagem do Cristo. É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados!

Como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas se espalham como fogo, mas, quando tentamos enviar algum e-mail falando de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros! É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na escola e no trabalho.

É triste ver como as pessoas ficam inflamadas a respeito de Cristo no sábado (ou domingo), mas depois se transformam em cristãos invisíveis pelo resto da semana.
<<< . . . Aqui termina a mensagem original apenas com um acréscimo meu em vermelho entre parêntesis para estender a mensagem à várias religiões . . . >>>

Bom, não tenho como checar se houve mesmo esta entrevista nem se os nomes mencionados na mensagem são verdadeiros. Também podemos filtrar alguns exageros e apelos comuns a estes tipos de mensagens.
Mas vamos fazer um exame crítico da situação atual e analisemos: Quais são os valores presentes hoje em grande parte dos jovens (às vezes, das crianças)?

Para muitos, os sentidos de palavras como responsabilidade, obrigações, deveres, fidelidade, compromisso, amor e muitas outras foram esvaziados completamente! Hoje só se fala em curtir, prazer, fazer só o que gosta, relação descartável (usou, joga fora), direitos (sem deveres), sexo (com ou sem amor, com ou sem compromisso, com ou sem responsabilidade)... falsos conceitos de liberdade!!

Como podemos ter crescimento humano (aqui entram moral, civilidade, afetividade, senso do sagrado...) ficando só nisso? A autoridade dos pais se transformou em relação de igual para igual (quando não se inverteu de vez...), a autoridade dos professores totalmente esvaziada por estranhas teorias, a sabedoria dos mais velhos desprezada sob o pretexto de "evolução da modernidade"...

Se não víssemos tantos efeitos negativos destas mudanças de comportamento, tudo bem, poderiam ser progressos. Mas o que vemos é exatamente o contrário. E o pior e mais incrível: exalta-se essas "melhorias e progressos" e, absurdamente, pergunta-se o que se pode fazer para melhorar este mundo que está muito violento, que tem muitas crianças abandonadas, etc...

Está muito claro o que se tem que fazer, mas estamos todos dispostos a voltar no tempo em algumas coisas? Todo crescimento e toda melhoria tem seu preço, seu sacrifício, mas estamos dispostos a isso?

Lembro por fim que as grandes civilizações e impérios da humanidade (cito Roma como exemplo) começaram a ruir quando seus costumes começaram a se impregnar de imoralidades e falsidades. Castigo de Deus? Ora, neste caso, o Homem (gênero humano) colhe o que planta.
Mas agora, tudo está muito globalizado. Se o império global (não mais apenas um povo) continuar decaindo moralmente, pensemos nas conseqüências de sua ruína!! Deus nos encorage a mudar antes disso!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Liberdade e Instinto

No tópico "Construção do Próprio Ser Humano" (clique para ler) tive o prazer de receber um comentário do Harlyson, alguém que conheci há algum tempo graças a um trabalho do Curso de Teologia que ele estava preparando sobre a Igreja Católica. De religião protestante, seus comentários são muito consistentes e sempre numa linha que se adequa perfeitamente com o objetivo deste blog que é o de crescermos.

O cerne do comentário repousa sobre a questão da liberdade e do instinto. Por ser um tema interessantíssimo, achei por bem abrir esta nova postagem sobre este assunto, além de acrescentar mais um comentário na postagem original quanto às demais considerações. Isto também porque eu não consigo me conter em poucas linhas...

Um ponto importante que talvez não tenha ficado claro no texto do tópico mencionado no início deste é que não tentei seguir uma linha dualista, mesmo porque concordo com o Harlyson - não se trata de dualismo, mas de dualidade. Somos seres com duas realidades em nós: uma espiritual e outra corporal, e ambas as realidades deste único ser chamado ser humano foram criadas por Deus, do qual lemos após a criação do mundo em Gn 1,31: "Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom." Logo, se TUDO era muito bom, o ser humano era muito bom, tanto a realidade espiritual como a corporal. E a realidade corporal inclui o instinto.

Ora, os animais racionais e irracionais possuem o instinto e ele visa ajudar às espécies a existirem, a se perpetuarem na face da Terra.

Portanto, ao dizer que "Nossa liberdade está, justamente, em podermos nos dominar - ter auto-domínio.", refiro-me a um equilíblio, onde percebo meu instinto e reflito se é correto (ou prudente, ou coerente) dar vazão a ele ou não naquele momento. Afinal, o meu instinto me leva a querer comer quando estou com fome. Que mal há nisto? Entretanto, o que dizer quando, sem regra, esta vontade de comer leva alguém à obesidade, ao risco de saúde? Neste caso, poderíamos dizer que esta pessoa seria escrava do "comer", e não livre.

E isto pode ser estendido para os demais instintos do ser humano. Não se trata aqui de não sentir os instintos, mesmo porque não senti-los seria algo anormal, algo contrário à natureza. Trata-se de mantê-los dentro do controle da razão, este dom que Deus nos deu.

Concordo com a afirmação de que a "fé" (mal esclarecida) também pode se tornar escravidão, mas aqui também entra a razão para dar equilíbrio. Vou além!! A própria razão pode escravizar num racionalismo fechado, e aqui entra a fé para dar o equilíbrio. Como diziam os gregos, a virtude está no equilíbrio! Cito aqui a frase que abre o documento "Fides et Ratio" - Fé e Razão - do saudoso Papa João Paulo II: "A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio".

A vida não precisa ser "uma prisão de medo e de angústia", como foi colocado, mas é inquestionável que nossa dualidade apresenta duas realidades que, por vezes, apontam para sentidos contrários. Já dizia Paulo (Rm 7,14-26), em resumo, que "não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero." Isto mostra que há momentos de conflito interno em que a razão, iluminada pelo Espírito de Deus, deve apontar para o caminho a ser seguido.

E isto tudo não elimina a importância do sentimento e do instinto. Ao contrário, se entrelaçam com a importância da razão, do espírito, da fé... É deste crescimento que eu quis falar, um equilíbrio que é construído ao longo da nossa vida.

Costumo ligar este tema ao trabalho de Piaget, que falava sobre a Heteronomia e a Autonomia como duas das etapas da construção do ser humano, que ocorrem durante a sua vida.

A Heteronomia se traduz em observar uma regra que simplesmente vem de fora, que existe "fora de mim" e, portanto, não é interiorizada. A regra é seguida por medo, seja medo de uma bronca, de uma agressão física ou simplesmente de desagradar ao "mandante". Nesta fase, se a criança encontra uma forma e se sente motivada a agir contra a regra sem que seja descoberta, ela o fará pois o que a fazia seguir a regra era única e exclusivamente o medo de uma "punição". Lembram quando eu concordei que a "fé" pode se tornar escravidão? Pois é... se for nesta atitude de heteronomia, certamente será ("No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor." - I Jo 4,18)

A Autonomia se traduz em se envolver com a regra. Nas crianças, isto é estimulado (por exemplo) através de trabalhos em grupo, onde existem regras que são consensadas entre elas e, aos poucos, elas percebem a necessidade delas. Percebem que, por exemplo, em alguns momentos há a necessidade de um líder que definirá o caminho a seguir, ou em outros instantes, que a maioria definirá por votação...

Percebe-se gradualmente que existem regras que são universais, assim como a noção de direitos e deveres, e isto é claramente um exercício da razão humana que vai crescendo. Aos poucos, as regras vão sendo cumpridas não por medo de uma punição ou retaliação, mas porque é o melhor a ser feito para o bem comum.

Existe um momento na vida da criança em que esta mudança se inicia. Porém, é verdade que nem sempre agimos na autonomia mesmo quando adultos... logo, estamos constantemente em crescimento, em aperfeiçoamento desta autonomia. Neste processo, vamos aos poucos freando aquilo que, na nossa avaliação, não seria conveniente realizar, visando o bem comum e o meu próprio bem.

Portanto, na minha opinião, vejo aqui a liberdade de optar que vai sendo construída a partir do momento em que vou sendo capaz de efetuar um diálogo interno entre a razão e o instinto, para chegar à melhor ação.

Ligando este assunto agora à realidade espiritual, se o Espírito Santo iluminar meu espírito neste "diálogo interno", vou tender a realizar as ações mais adequadas. Vejam que usei o termo "iluminar" e não "forçar" ou "comandar", pois Deus aqui nos ilumina, mas a decisão e a responsabilidade continuam sendo minhas.

Por fim, como somos criaturas e temos limites, não há como estar livre de erros em todas as nossas atitudes. Mas o que vale é o firme propósito de querer crescer na liberdade de filhos de Deus. Ele olha nossa luta diária e nos dá a sua graça para seguir crescendo.

Saudações em Cristo!!

Ah, Harlison, você pediu desculpas no comentário por ter escrito demais? Logo para mim, que não consigo me conter em poucas palavras (rsrsrs)... Pode escrever à vontade e saiba que é sempre bem vindo neste blog, ou melhor, nesta partilha!

Deus lhe abençoe!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Este Natal não será o mesmo!

Escrevi esta mensagem e enviei para várias pessoas por e-mail. Por se tratar de uma reflexão válida para todos e em todos os tempos, decidi postá-la aqui também.

Caros amigos e irmãos, chegamos mais uma vez ao Natal e, às vezes, somos tentados a dizer:
“Ah, é todo ano a mesma coisa. Nos reunimos, festejamos o final de mais um ano, entregamos e recebemos presentes, desejamos o já padronizado ‘Feliz Natal e Próspero Ano Novo’ pessoalmente ou em cartões já pré-escritos, em que acrescentamos o também famoso ‘São os votos de...’. A única coisa que mudou um pouco é que estes cartões estão cada vez mais informatizados e usando menos o papel... E, depois das festas, volta tudo a ser como antes, as mesmas discussões, as mesmas simpatias e antipatias, os mesmos comportamentos...”

Bom, é uma forma de pensar, mas não precisa ser assim. Porquê? Porque simplesmente a decisão se será a mesma coisa é única e exclusivamente de cada um! A decisão se o nosso dia será bom ou será uma ... coisa muito ruim está em nós mesmos, em como encaramos a vida, em como decidimos agir.

Bom, em uma mensagem de Natal não posso me omitir em falar d’Aquele que é a razão de ser do Natal: Jesus Cristo (e não Papai Noel...).
Gostaria de citar uma passagem sobre João Batista, sobre o que ele respondia aos que lhe perguntavam o que fazer para esperar a vinda de Cristo: Lc 3,10-14

“Perguntava-lhe a multidão: Que devemos fazer? Ele respondia: Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo. Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que devemos fazer? Ele lhes respondeu: Não exijais mais do que vos foi ordenado. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo.”

Basicamente, o resumo desta passagem é:
O que é necessário fazer para que vivamos como pessoas que têm Jesus como modelo? Gestos Heróicos? Ir para o deserto viver em meditação? Ora, o que é necessário é viver bem aquilo que é nossa vida hoje, este presente maravilhoso de Deus para que cada um de nós vivesse! Aos que se sentem chamados a missões levadas ao extremo do heroísmo ou à vida contemplativa, nada contra, mas é um chamado particular – a vocação de vida deles. Mas hoje, no contexto em que nos encontrarmos (trabalho, estudos, família, amizades, relações sociais, religiosidades) precisamos viver de forma justa e ponderada pelo amor. Esta é a “vida em abundância” de que Jesus falava – item fundamental da qualidade de vida tão falada atualmente. Isto é viver bem!

É interessante que nas recomendações de João Batista, ele não fala de mudanças grandes quanto à profissão ou à vida diária, mas sim de mudanças radicais de procedimento de vida. Não são grandes quando às mudanças em si, mas são impactantes quanto aos efeitos.

Assim viveu Jesus, dentro de seu chamado, de sua missão – equilibradamente. Tão equilibrado e tão certo de suas convicções que, por seu jeito diferente de encarar a vida, mudou a vida de muitos e gerou insatisfação dos que não queriam mudança. É aí que sua missão o levou ao extremo de dar sua vida. E as mudanças no mundo foram tão grandes que a história foi dividida por seu nascimento em duas partes distintas: Antes e Depois de Cristo!

Se chegamos a este tempo com esta vontade de mudança pessoal, garanto: Este será sim um Natal diferente! Diriam “Ah, eu mudo mas e os outros? Não adianta muito!” Ora, se você muda, sua vida já muda – já será melhor! Se alguns mudam, o efeito será maior ainda. Sem contar que nossa mudança pode incentivar outros a mudarem.

Bom, dentro de tudo isto, quero desejar um Natal em que a lembrança do pequeno menino Jesus possa inspirar-nos um recomeço, o início de uma nova etapa em nossas vidas, pedindo a Deus que Ele nos dê força e sabedoria para saber trilhar, da melhor maneira possível, esta vida que nos foi dada de presente. Não existe um caminho pré-fabricado para cada um. O caminho se faz caminhando e, se é assim, vamos construir um belo caminho! Desta forma, são será apenas uma lembrança: Jesus realmente nascerá neste Natal em nós!

E, neste clima de mudanças, de recomeço, desejo também um excelente Ano Novo – o início de uma nova etapa de nossas vidas!
Grande abraço e que Deus todo-poderoso abençoe a todos!!

domingo, 22 de novembro de 2009

NINGUÉM CAUSA EMOÇÕES NO OUTRO...

Certa vez, Dom Wilson (Bispo auxiliar do Rio de Janeiro) trabalhou com representantes de diversas comunidades um texto com o título acima, escrito por John Powell. Foi realmente intrigante ler/ouvir que as emoções que eu sinto (inclusive os sentimentos negativos) não poderiam ser causadas por ninguém externo a mim. Apenas despertam algo que já estava em mim.
Já disse Jesus em Mc 7,15: "Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem". É plausível raciocinar, portanto, que ninguém pode me manchar com suas atitudes, palavras ou agressões. Só eu mesmo posso me permitir ser manchado. A decisão está em minha posse.
Posso me decidir por ficar chateado, murmurar ou até agredir alguém devido ao que ele(a) me fez. Só que posso também me decidir por não fazê-lo! Eis a noção mais sublime de liberdade. Quanto mais livres nós somos, mais podemos escolher e trabalhar nossa reação – afinal, somos seres racionais, não estamos presos só ao instinto.
Como numa reação química, onde misturamos um reagente em uma substância para identificar alguma propriedade dela (acidez, alcalinidade, ...), "aquilo que entra no homem" tem esta propriedade de revelar o que está "dentro do homem". E isto deve ser usado em nosso favor! Paremos de nos justificar culpando os outros por nossas reações (Adão, Eva e a serpente...). Elas apenas nos fizeram o favor de nos mostrar e ajudar a identificar em quê preciso mudar. Grande valor para isto tem a vida em Comunidade!!!
Um bom exame de consciência e uma confissão (quando necessária) nos farão ser melhores, por obra e graça do Espírito Santo. E lembremo-nos: é pela redenção em Jesus que somos livres da escravidão do pecado, da reação que pode nos manchar. Pela graça que nos foi derramada, podemos escolher – como Jesus escolheu.